domingo, 19 de fevereiro de 2017

DIANTE DA LUZ


"É importante que, na nossa oração, nos ponhamos diante da luz, do amor, e não perante um conjunto de leis". [Paolo Scquizzato]

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A CASA DE DEUS

A casa de Deus está assente no chão

Os seus alicerces mergulham na terra
A casa de Deus está na terra onde os homens estão
Sujeita como os homens à lei da gravidade
Porém como a alma dos homens trespassada
Pelo mistério e a palavra da leveza

Os homens a constroem com materiais
Que vão buscar à terra
Pedra vidro metal cimento cal
Com suas mãos e pensamento a constroem
Mãos certeiras de pedreiro
Mãos hábeis de carpinteiro
Mão exacta do pintor
Cálculo do engenheiro
Desenho e cálculo do arquitecto
Com matéria e luz e espaço a constroem
Com atenção e engenho e esforço e paixão a constroem

Esta casa é feita de matéria para habitação do espírito
Como o corpo do homem é feito de matéria e manifesta o espírito

A casa é construída no tempo
Mas aqui os homens se reúnem em nome do Eterno
Em nome da promessa antiquíssima feita por Deus a Abraão
A Moisés a David e a todos os profetas
Em nome da vida que dada por nós nos é dada

É uma casa que se situa na imanência
Atenta à beleza e à diversidade da imanência
Erguida no mundo que nos foi dado
Para nossa habitação nossa invenção nosso conhecimento
Os homens constroem na terra

Situada no tempo
Para habitação da eternidade

Aqui procuramos pensar reconhecer
Sem máscara ilusão ou disfarce
E procuramos manter nosso espírito atento
Liso como a página em branco

Aqui para além da morte da lacuna da perca e do desastre
Celebramos a Páscoa

Aqui celebramos a claridade
Porque Deus nos criou para a alegria



Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O amor é o lugar ao qual pertencemos


Em tempo de férias, é usual dizermos que "vamos à terra", "fui à terra", "vim da terra". "Ir à terra" é uma expressão castiça. (...)

"Ir à terra" não é mais do que tornar presente de onde vimos, deixar o coração apaziguar e impregnar-se de futuro. "Ir à terra" é voltar a tudo aquilo que nos constitui, nos integra, nos regenera, nos reforça (...)

Na verdade, "ir à terra" é ir ao amor. Porque o amor é um lugar. O amor não é um sentimento, uma sensação, um momento. O amor é um lugar. Ou melhor: é 'o' lugar ao qual pertencemos. É terra, é chão, é pedra onde nos apoiamos e onde os nossos passos ganham firmeza. E a vida, fecundidade. Por isso é que, quando deixamos de ir à "terra", ou andamos de terra em terra demasiado tempo, à procura do nosso lugar, podemos ficar doentes. E quando finalmente o encontramos e nos demoramos por lá, voltamos diferentes - mais iguais a nós mesmos.
E um dia, quando vier a nossa hora de partir desta terra, não estranharemos a outra, onde chegaremos. Antes pelo contrário, será tão familiar quanto cada um dos gestos de amor e entrega que tenhamos realizado ou recebido. Se durante a nossa vida terrena visitámos amiúde essa terra do amor, então o que poderemos sentir ao partir, senão que regressamos finalmente a casa? Por isso é que convém ir à terra sempre que pudermos, porque um dia lá ficaremos. Para sempre. E descobriremos que a terra é, afinal, um face-a-face com o amor pleno.

Graças a "Ver para além de olhar" - https://www.facebook.com/verparaalemdoolhar/…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DEUS LIBERTA-NOS


"Não, não temos que estar sempre bem e ter a vida toda moralmente ou regradamente direitinha para que Deus nos visite. Nem tudo na vida é bem sucedido e nós experimentamos os seus fracassos na pele. Sonhos que nunca se realizaram, dores causadas por tantas circunstâncias, sofrimento que causámos e que desejaríamos nunca o ter feito ou poder voltar atrás. Ou feridas que nos infligiram e que ainda ardem. Pedidos de desculpa que ainda não conseguimos verbalizar ou perdão que ainda não conseguimos conceder. Relações que eram para a vida e que, afinal, se desfizeram. Perdas que doem de saudade. E a nossa fragilidade e o nosso egoísmo que teimam tantas vezes em gritar mais alto do que o nosso desejo de bem.

Somos frágeis. Por isso Deus se fez frágil, para que o possamos acolher na nossa debilidade. Quem é só forte e bom não precisa de ninguém. Quem é rico de si e não se reconhece pequeno, não encontra lugar para Deus. Aquele que soma sucesso atrás de sucesso e não se permite experimentar a falha, é aplaudido no palco do mundo.

Deus vem, em Jesus, ao encontro do mais ínfimo lugar da história e da vida pessoal de cada um para que cada um possa ser encontrado onde e como está. Ao contrário dos outros encontros, em que tantas vezes temos que provar o que valemos ou esconder quem realmente somos, o encontro pessoal com Deus liberta-nos."


Pe. Miguel Almeida, s.j.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

QUANDO EU FOR GRANDE...


"Quando eu for grande, Pai, quero ser Bom como Tu.

Quando eu for grande, Pai, quero ter entranhas de misericórdia que se comovam, revolvam e resolvam diante do sofrimento dos outros. 
Quero saber o Nome de muita gente, sobretudo daqueles que não têm Nome, 
que perderam a cara ou a deixaram colada a alguma máscara antiga, 
que deixaram a dignidade escondida numa cova qualquer 
à espera do dia em que possam voltar a buscá-la. 
Quero ter histórias para contar com gente que não conta para ninguém! (...) 

Quando eu for grande, Pai, é porque finalmente perdi a mania das grandezas. 
Vou amar o que é pequeno e encantar-me com a fragilidade, 
entusiasmar-me com a dádiva e emocionar-me com a debilidade, 
vou amar a carência e entregar-me inteiramente sem esperar recompensa."

Rui Santiago Cssr, in "Ora Vê"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FELIZ...

«Feliz aquele que, diante da taça cheia e inebriante que é a vida de Jesus, não cai na tentação de juntar água ao vinho.
Feliz aquele que não vai, nas costas de Cristo, compor as bancas que ele quebrou e restaurar os estragos que ele fez.
Feliz aquele que não se escandalizar com Jesus até ao ponto de o “domar”.»

Rui Santiago Cssr

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CONVITE


«Vamos ressuscitados, colher flores!
Flores de giesta e tojo, oiro sem preço…
Vamos àquele cabeço

Engrinaldar a esperança!
Temos a Primavera na lembrança;
Temos calor no corpo entorpecido;
Vamos! Depressa!
A vida recomeça!
A seiva acorda, nada está perdido!»


Miguel Torga

domingo, 8 de janeiro de 2017

"É importante que, na nossa oração, nos ponhamos diante da luz, do amor, e não perante um conjunto de leis". 

[Paolo Scquizzato]

sábado, 7 de janeiro de 2017

A felicidade de Jesus

Não é difícil desenhar o perfil de uma pessoa feliz na sociedade do tempo de Jesus. Seria o caso de um homem adulto e de boa saúde, casado com uma mulher honesta e fecunda, com filhos homens e terras ricas, observante da religião e respeitado em seu povoado. O que mais se podia pedir?

Certamente não era este o ideal ao qual Jesus aspirava. Sem esposa nem filhos, sem terras nem bens, percorrendo a Galileia como um ambulante, sua vida não correspondia a nenhum tipo de felicidade convencional. Sua maneira de viver era provocativa. Se era feliz, o era de maneira contracultural, ao revés do estabelecido.

Na verdade, Ele não pensava muito em sua felicidade. Sua vida girava muito mais em torno de um projeto que o entusiasmava e o fazia viver intensamente. Esse projeto se chamava “Reino de Deus”. Parece que só era feliz quando podia fazer felizes os outros. Sentia-se bem devolvendo às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente.

Não buscava seu próprio interesse, mas vivia criando novas condições de felicidade para todos. Não sabia ser feliz sem incluir os outros. Propunha a todos critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Acreditava num “Deus feliz”, o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Não pregava “Felizes os justos e piedosos, porque receberão o prêmio de Deus': Não dizia “Felizes os ricos e poderosos, porque contam com a bênção de Deus”. Seu clamor era desconcertante para todos: “Felizes os pobres, porque Deus será sua felicidade”.

O convite de Jesus vem a dizer isto: “Não busqueis a felicidade na satisfação de vossos interesses, nem na prática interessada de vossa religião. Sede felizes trabalhando de maneira fiel e paciente por um mundo mais feliz para todos”.

Trecho do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, de José Antonio Pagola, Editora Vozes.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

IMPERFEIÇÕES

«Sermos nós próprios é percebermos o caminho da imperfeição.
O que nos mata é essa perseguição da perfeição. Não temos de ser perfeitos. Temos de ser inteiros.
A verdadeira perfeição é a de quem não tem pés e não desiste de andar. Este não desistir de si é o essencial.»
José Tolentino de Mendonça

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Como o Pai de Jesus e Pai Nosso nos vê:

"Deixa-me mostrar-te do que és capaz!
Dentro de ti, quero ensinar-te a ver cada coisa com o seu real tamanho e valor, porque às vezes vês grandes demais problemas pequenos, e não prestas atenção a grandes maravilhas… Como tu!
Quando aprenderás a olhar para ti como se contempla uma maravilha? Quando aprenderás a ver-te como eu te vejo?
Não te olho à procura de perfeições, não existe em mim qualquer moralismo, não te exijo que sejas diferente do que és para gostar de ti e para me encantar ao olhar-te. Basta-me que sejas assim como és. Não compliques…
Se tu soubesses do que és capaz, tirarias finalmente muitos projectos da gaveta do teu Coração e darias passos que antes julgavas maiores do que as pernas. 
Porque se tu soubesses do que és capaz, as tuas pernas cresceriam…"

sábado, 31 de dezembro de 2016

Meu irmão de Dezembro

«Meu irmão de Dezembro, levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia».
António Couto

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

NASCEMOS...

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.

Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.

Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.


José Tolentino Mendonça

domingo, 25 de dezembro de 2016

A CRIANÇA É A MENSAGEM



A criança é a mensagem.
Um Deus que entra em nossa vida desde a meninice é o mais crente de nós.
Acredita em recomeços.
Tem fé nos reinícios.
Adere aos nossos renascimentos.

O bebé é Deus dizendo: «Faça como eu, recomece sempre que um novo início for a salvação.»
Ele não é o outro que vem a nós.
É o menino que vimos crescer.
Não chega. Nasce.
Não se impõe. Entrega-se.
Não reivindica. Serve.
Não esmaga. Mistura-se.
Conta histórias para contar-se entre nós...
Não intimida. Seduz.

sábado, 24 de dezembro de 2016

TÃO DIVINO QUE ATÉ QUIS SER HUMANO



Está quase a chegar aquele primeiro dia «inteiro e limpo, onde emergimos da noite».
Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão».

É por isso que o Natal é o dia que não tem fim. 

É o dia que jamais anoitece e em que até o frio nos aquece.
É o dia em que os céus se abriram, em que os anjos saíram e melodias se ouviram.

O silêncio de Deus, que gemeu em Belém, continua a crepitar nos pobres também.
Quem não os ouve a eles, como pode ouvi-Lo, a Ele?

Aquele Menino é tão divino que até quis ser humano. Aquele Menino é tão humano que só pode ser divino.

O Deus que está naquele Menino humaniza-Se e diviniza-nos. Ele não nos retira humanidade. Pelo contrário, é a Sua divindade que deposita em nós humanidade. (...)

O Natal é o dia em que o futuro nasceu e até justiça choveu. (...)

Deus veio ao mundo. Acampou na terra para eliminar o ódio e acabar com a guerra.
Trouxe, como única veste, a paz e é imensa a alegria que a todos nos traz.

Veio em forma de criança. Haverá quem fique indiferente a tanta esperança?

Naquele dia, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração!

sábado, 3 de dezembro de 2016

O Milagre da Vida


«É quando nos expomos ao exagero do Amor e à loucura da Esperança que nos pomos a jeito para levar com o Milagre da Vida em cheio na cara!»
Rui Santiago Cssr, in Ora Vê

terça-feira, 29 de novembro de 2016

No princípio era o amor...


«Deus diz: "Antes de nasceres, já te tinha sonhado". Quando compreendermos que Deus nos amou primeiro, mesmo antes de nós O amarmos, nos enchemos de assombro. A contemplação não é mais do que esta disposição em que a pessoa é agarrada toda inteira na surpresa do amor.
Todos nós temos feridas, mas há sobretudo, em cada um, o mistério da presença de Deus.»
Madre Teresa de Calcutá

sábado, 26 de novembro de 2016

O essencial...


"O essencial é ter encontrado Deus, e ter lealmente tentado, em vida, fazer com que Ele reine em nós, neste pequeno fragmento de ser." 

[Pierre Teilhard de Chardin]

domingo, 20 de novembro de 2016

O que conta...


O que conta, em cada Hora, 
é a Lei inscrita nos nossos corações pelo punho do Espírito 
com a grafia de Jesus.

[Rui Santiago Cssr, in "Ora Vê"]

quinta-feira, 17 de novembro de 2016


«Quero que saibais que somos a respiração e a fragrância de Deus. 
Somos Deus em folha, em flor e muitas vezes em fruto.»

[Kahlil Gibran, in "O Jardim do Profeta"]

domingo, 13 de novembro de 2016

O ESSENCIAL




«Só quando o coração do homem tiver encontrado esse manancial eterno de riquezas divinas, poderá renunciar, perfeitamente, aos bens que dividem os homens entre si.

É preciso que descubra a força do amor que encontra a sua origem em Deus.

É preciso que descubra o amor infinito de Deus por todos os homens, e que depositem nele toda a sua confiança.

É preciso que expurgue a religião de todos e qualquer elemento de hipocrisia, é preciso que viva o essencial da mensagem de Jesus: a abertura ao Espírito Santo, a compaixão pelos fracos e aflitos, pelos inimigos, a renúncia a todo o julgamento ou condenação dos outros.»

Jean Vanier

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vive de tal maneira...

Vive de tal maneira que a tua vida seja uma explicação do Evangelho de Jesus.

«Durante a Jornada Mundial da Juventude que decorreu na cidade polaca de Cracóvia nos últimos dias de Julho, um jovem perguntou ao Papa Francisco o que deveria dizer a um amigo ateu.
Francisco respondeu: “Escuta, a última coisa que deves fazer é dizer algo. Começa a fazer e ele verá o que fazes e perguntar-te-á; e quanto ele te perguntar, tu dizes”».

quinta-feira, 3 de novembro de 2016


"Alegrai-vos comigo porque reencontrei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6)

domingo, 30 de outubro de 2016

VEM TIRAR-NOS PARA A DANÇA


Senhor, dá-nos viver nossa vida, não como um jogo de xadrez; onde tudo é calculado;
não como uma competição onde tudo é difícil;
não como um teorema que nos quebra a cabeça, 
mas como uma festa sem fim onde nosso encontro se renova,
como um baile, uma dança, entre os braços da tua graça, na música universal do teu amor.
Senhor, vem tirar-nos para a dança
[Madeleine Delbrêl]

sábado, 29 de outubro de 2016

O RISO DE DEUS


«É preciso um certo ouvido musical para escutar o riso de Deus.»
[Erri de Luca, in "Caroço de Azeitona"]

quinta-feira, 27 de outubro de 2016


"Se estamos à espera que algumas pessoas se tornem agradáveis ou atraentes antes de começarmos a amá-las, nunca vamos começar."
[Thomas Merton]

domingo, 23 de outubro de 2016

Quando eu for grande...



Quando eu for grande, Pai, quero ser Bom como Tu.

Quando eu for grande, Pai, quero ter entranhas de misericórdia que se comovam, 
revolvam e resolvam diante do sofrimento dos outros. 
Quero saber o Nome de muita gente, sobretudo daqueles que não têm Nome, 
que perderam a cara ou a deixaram colada a alguma máscara antiga, 
que deixaram a dignidade escondida numa cova qualquer
à espera do dia em que possam voltar a buscá-la. 
Quero ter histórias para contar com gente que não conta para ninguém! (...)

Quando eu for grande, Pai, é porque finalmente perdi a mania das grandezas. 
Vou amar o que é pequeno e encantar-me com a fragilidade, 
entusiasmar-me com a dádiva e emocionar-me com a debilidade, 
vou amar a carência e entregar-me inteiramente sem esperar recompensa.

Rui Santiago, in "Ora Vê"

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Há gente...


"Há gente que me facilita a Fé pela simplicidade com que ama."

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O MAL


Perguntou-me: "Se Deus existe, porque permite o mal?"

Respondi-lhe: "Se tu existes, porque permites o mal em ti?"

[Raúl Aceves]

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

VIVER COM ATENÇÃO

"O risco diário é uma vida adormecida, incapaz de colher chegadas e inícios, amanheceres e nascentes, de ver a existência como uma mãe à espera, grávida de luz; uma vida distraída e sem atenção.
Viver com atenção. Mas a quê? Atentos às pessoas, às suas palavras, aos seus silêncios, às perguntas mudas, a cada oferta de ternura, à beleza de ser vida grávida de Deus."
[Ermes Ronchi]